Sou como uma Simone que chora cupiosamente,
Sem controlar, e demonstrar a suposta força permanente,
Mas pelo menos sou eu... sinceramente.
Sou um Pessoa sobreo que consegue chegar as entranhas,
De todas e de cada pessoa, mesmo que com mascaras e patranhas,
Mas pelo menos compreendo ou tento até com as mais estranhas.
Sou um Cesar com duvidas e recioso de escolher e falhar,
Como medo de perder, mas com vontade de arriscar,
Mas pelo menos com a coragem de querer acreditar.
Sou como um Da Vinci sem ideias nem inspiração,
Que domina tantas areas mas que tantas vezes se senta sobre a solidão,
Mas pelo menos tenho a coragem de expor e abrir o meu coração.
Sou muitos diriam então uma colecção de actos falhados,
De medos, de coisas inacabadas de defeitos demasiado espelhados,
Mas ao menos diria eu que sou uma colecção de momentos precedentes de acertos inusitados.
Sou como me criaram mas mais ainda como eu escolhi ser,
Sou o que sou e tenho mais a ganhar do que a perder!
Sou quando sou... e quando sou eu sou mesmo a valer!
Sou como... sou
Dois lados (ou mais)
Querendo ou não penso sempre nos dois lados,
Que nesta vida parece que tudo tem duplicados,
Os sentimentos, as conversas, as escolhas tudo com dois lados.
Vem-me então á mente que a duvida pode ser a nossa defesa,
Que não nos deixa arriscar muito sem ter quase sempre a certeza,
Mas por vezes apenas vemos as cartas que estão em cima da mesa..
E penso para comigo que dois lados são apenas um mero inicio,
Com o tempo veremos que não são duplicados são muito mais complicados que isso,
E aquilo que consideramos complicado era apenas a simplificação de um precipício.
Que são muito mais as ligações das coisas do que as que normalmente vemos,
Estamos permanentemente a viver na caixa de ideias, princípios e razões, onde crescemos,
E quando não há mais espaço... descriminamos, julgamos e que mal nos entendemos.
A tua beleza é como o sol atrás das nuvens... quando passamos o exterior por vezes cinzento...
Quando paramos aí sinceramente vemos a pessoa radiosa que és por dentro
E se ficássemos e nos focássemos neste nosso melhor momento?
The greatest call
É um poema feito para amiga Daisy... ela é de Bristol :)
Hope you did like it dear :)It's for you :)
I could say so many things,
My dreams are made of so many strings,
That you pull.. with such clarity,
Why is your soul so close to me?
I could paint thousands of surfaces...
just to show you how you ignite so many places,
Inside of me and all around until the eye can see,
But would that demonstrate what you provoke in me?
I could feel so many feelings at the same time,
I even couldn't know how to rime...
I could be unable to see anything at all...
But I would say, paint and feel your greatest call
Cor de Laranja
Para a minha querida Manoela Amaral :)
Um ciclone interior que nos invade sem ferir,
Uma força que nos une sem nos iludir,
És o elo que mostra um dos caminhos a seguir.
Sempre que o espírito não tinha a força de outrora,
Lá estava o teu olhar para dizer o momento é sempre agora,
Que quando tudo cai, é exactamente quando está na hora!
Nunca apresentando a pura verdade absoluta,
Porque isso só se conquistaria com a infinita luta,
A que nos ajuda seguir a tua melhor conduta.
Saborear foi esta a palavra que mais me recordaste,
Apreciar, com todas as forças, os momentos que recortaste,
Fazendo humanamente milagres sobre pilhas de minutos de desastre.
Todavia não esquecendo todos aqueles pilares, como o respeito,
Transformaste desertos em jardins com janelas e parapeito,
Para podermos olha e dizer o que pensamos sem despeito.
Lá no céu onde estão todos os meus e os teus desejos,
Que sejam mais do apenas fugazes lampejos,
Que sejam tão doces como são aqueles teus beijos.
Dedicação profunda
Só me lembro de sombras e silhuetas,
quando fecho os olhos para poder descansar.
Ténues ou mesmo pretas, que vêm para me provocar.
Inquieto até á ultima célula que vibra no meu ser,
é como fico quando cheiro, sinto e toco o teu corpo adormecido,
Porque é a ti que eu quero ter, até ficar completamente entorpecido.
Todos os gestos que se aprendem com o passar do tempo,
Ficam na memoria que não deixa que me esqueça de nada do que é teu,
E de cada vez que sopro o prazer ao vento, ele devolve-me o teu aroma a céu.
Mas nada de paradisíaco tem este nosso encontro,
è tudo rasgado, amplo e completamente intuitivo,
E concentra-se tudo em mais de um ponto, é um prazer quase destrutivo.
Não há clímax numa reunião tão desejada,
Do gesto mais diminuto ao mais longo e demorado,
São todos de forma tão dedicada, arrepiantes e determinados.
E quando acabarmos sem que tenhamos mais guião,
Refazermos tudo o que os humanos não conseguirão imaginar,
Assim me entrego a este furacão, que nunca vai parar de girar.
Um suspiro depois
Um suspiro depois e és minha,
Mas o que parece um fim é um começo,
Porque cada traço em que a mão caminha.
É como um milhão de estrelas que não esqueço.
São tão pequenos todos os pormenores dos teus lábios,
Que respiro através deles o enlevo e o desejo que temos,
E faço coisas de sabidos, dizes-me entre dedos trémulos.
Sei decore como a tua espinha caminha da nuca á base,
Porque perco eternidades nesta nossa primeira fase.
Rasgo o caminho por entre as estradas curvilíneas,
Os atalho de prazer puro que encontro nos becos sem saída,
Mas somente tacteando os limites que não queres nem delineas,
São superproduções de impulsos nervosos em seguida.
Já que não distingo o teu do meu corpo, porque nunca foram dois,
Deixa-me ficar absorto... um momento depois.
Se o corpo se contorceu nas voltas de toda uma paixão,
Se me absorves toda a vida e me devolves em duplicado,
Fica também com a minha alma e o meu coração,
E faz com que eu seja mais completo e menos complicado.
Sem saída
Uma incursão minha pelo meu próprio dark side... sei que não estarão habituados a esta linguagem da minha parte mas neste dia apeteceu-me explorar o sotão e cave de todas as experiências menos boas que ja tive.
Aos mais sensíveis pede-se cuidado ao ler e lembro que é apenas um poema não uma declaração de princípios.
Sigo a sociedade no caminho para o trabalho,
Ansioso por poder ter poder de retalho,
Cortando o que não interessa... não falho.
Os gritos que se estendem e que eu não sei ouvir,
Vejo sim as caras, os olhos os gestos bruscos a surgir,
Mas não é névoa como direi mais tarde para a fotografia,
é nítida, tem cheiro e cores e pormenores de que não se desvia.
Já me encheram de porrada, deitando tudo cá para fora,
Sou só a dor que não espelho e eles apenas o seu empenho,
Pontapeando e esmurrando com a autoridade da escoria,
Mas eu aguento, porque a vingança é a unica coisa que tenho.
Sou qualquer coisa indefenida, e irrecunhecivel no chão,
Pedra com as pedras que ao meu lado estarão,
Nos proximos momentos em que os olhos se fixam,
Na pura vontade, raiva e rejeição que emanam.
Não é num lugar sombrio que estou agora pronto,
Estou num sitio onde o sol bate só num ponto,
Encadeando os "inocentes" que nem dão conta,
Sou uma alma, uma cabeça uma arma pronta.
Encarcerado nesta missão confiada á minha mente,
todos me dizem muito mais que simples demente,
E se de repente... desse flash lucido surpreendente?
E eu castigasse como me castiga toda a gete?
Muio mais que mata-los sem piedade,
Seria enfim um acto de liberdade.